Guarize, Mariana. A ALMA IMORAL E O DESNUDAR DO PSICANALISTA – UM PARALELO ENTRE O MONÓLOGO A ALMA IMORAL E O DESNUDAR DO PSICANALISTA . Ciclo II – 2013

“As histórias que vocês vão ouvir aqui hoje não as escutem com raciocínio e também não as escutem com ponderação, mas deixem se levar por elas e deixem se levar por elas paradoxalmente, sem acreditar, entendendo-as como uma expressão figurada para não serem tolos, mas, ao mesmo tempo, sem desconsiderá-las, não as atribuindo uma qualidade totalmente ilusória para não serem perversos. Existem certezas anteriores à razão e é delas que vamos falar”.

“Aquele que não enxerga não sabe o que não vê porque quando sabe o que não vê, de alguma forma já está vendo. Já o que vê pensa que tudo o que vê é o que é, porque quando sabe que tudo o que vê não é tudo o que é, de alguma forma já está vendo o que não vê”.

A personagem despe-se diante dos olhares da plateia, agora nua se vale apenas de uma cadeira preta e um grande pano da mesma cor que se transforma em mantos, vestidos, burcas, véus em meio as suas palavras. Inicia-se o espetáculo!

O trecho acima corresponde à fala da atriz-personagem ao adentrar o palco e iniciar o monólogo intitulado A Alma Imoral. A peça é uma adaptação de Clarice Niskier do livro de Nilton Bonder, que nos enriquece com a desconstrução e reconstrução de conceitos milenares da história da civilização e mobiliza o pensamento e emoção do espectador contemporâneo. Conceitos como corpo e alma, certo e errado, traidor e traído, obediência e desobediência são relativizados e o que se propõe com maestria é a arte de pensar.

Algumas considerações sobre o monólogo serão apresentadas, mas o que mais me captura nesse espetáculo e que me mobiliza a escrever esse trabalho é pensar em um paralelo e no entrelaçamento que vejo entre a atriz-personagem em cena e a posição do psicanalista.

O brilhante comentário que o autor do livro faz sobre a peça destaca a importância do espelho na constituição do ser e a unicidade com que cada espectador assiste a mesma cena diante dos seus olhos:

“O olhar confere ao mundo externo um lugar interno; e a arte, em particular o teatro, é um espelho destes olhares. O olhar que desbrava, o olhar que julga, o olhar que escolhe não olhar. Clarice, a atriz, se faz reflexo e transforma um texto – um lugar mental – num olhar. Sua coragem e sensibilidade dão corpo às palavras. Palavras estas da Alma Imoral, um texto sobre o sagrado e o reverso do sagrado. Sobre a Alma sagrada e etérea como o pensar e as palavras, cujo reverso sagrado é o corpo e seu gestual. Quem é moral e quem é imoral está no olhar, na retina que inverte imagens e nos permite interpretar o mundo, enxergá-lo. Meu profundo respeito à adaptação de Clarice que lhes oferece nem texto nem dramatização, mas a si mesmos e seus olhares” (Nilton Bonder).

Desde minha primeira observação e contato com o cenário da peça, que se iniciaria em instantes, pude perceber a relação existente entre a arte e a psicanálise. A forma como a cena apresentava-se naquele palco – cadeira, iluminação, feixe de luz, escuridão, manto preto – já poderia dizer muito sobre a psicanálise. Ou será que é a psicanálise que diz sobre os fenômenos da vida?

Percebo que existia ali, sob meus olhos, a confluência entre a fala da personagem, o movimento em cena, as reflexões expostas, a nudez e o saber da psicanálise. A partir do momento em que a atriz apresenta-se aos espectadores e a palavra ganha cena, alguns aspectos despertam minha atenção: o desencadeamento de pensamentos, ideias e imagens e a ruptura de sentido, desidentificações, cisões, surgimento da dúvida.

Interessante perceber que a personagem diz que se as pessoas ficarem confusas de tanto ouvirem-na falar e com o conteúdo ininterrupto de suas reflexões, daí sim terá alcançado o objetivo. Essa fala me remete à cena analítica e seus dispositivos, marcando a insistência do inconsciente, a associação de ideias, escuta flutuante e, mais do que a produção de sentido, o que afeta o analisando.

Apesar de ser um texto lido e estudado, a atriz parece apropriar-se das ideias ditas e comunicar-se com a plateia, permitindo realizar associações entre uma palavra lançada por um personagem-espectador e um trecho do texto recordado por ela. Neste momento, possibilita nossa reflexão acerca da existência, por um lado, de recordações e repetições e, por outro, da reconstrução de uma lembrança.

Outra questão essencial que atravessa meu olhar é a nudez da personagem. Nudez esta que comunica, que revela, impacta, liberta, provoca e suaviza.

O desnudo na sociedade é algo a ser pensado, pois há, progressivamente, o distanciamento do natural em virtude das máscaras criadas pelos homens. O texto interpretado pela atriz proporciona um fascínio ao percorrer sobre os paradoxos, o inverso, os opostos, as construções, as identidades, a lei e a moral.

A atriz-personagem permite emancipar-se do engessamento produzido pela sociedade e nos choca com a sua nudez escancarada, podendo de forma brilhante encarnar visceralmente a personagem e demonstrar leveza nos malabarismos em que despe e esconde partes de seu próprio corpo.

Em alguns momentos, durante a cena teatral, percebia-me pensando nas imagens que estavam diante de mim e questionava se era tão natural para aquela mulher estar despida em meio a tantos olhares, alguns muito próximos.

Pergunto-me: que corpo era aquele? O corpo de uma mulher, que tinha uma forma, um contorno, que se sobressaia e se escondia sob os efeitos da iluminação. Entretanto, não era um corpo que se expunha de forma vulgar ou em consonância com o ideal de beleza contemporâneo. Era um corpo nu em um contexto. A palavra tomava cena permitindo a busca por um sentido, sentido este que acredito ser único para cada espectador, que irá escutar e olhar de forma diferenciada para aquilo que se apresenta devido à existência do que Freud denomina de pré-história.

A mulher que está diante dos olhares é a personagem encarnada no corpo da atriz ou seria a atriz encarnada no corpo de uma personagem?

Faço uso do termo “atriz-personagem” porque penso que é uma personagem que está diante de nós, mas que conserva em seu corpo a própria pessoa da atriz, ou seja, sua fala trata-se de um texto redigido, mas quanto está também marcado pelo lugar de que se fala da atriz em questão. Outro monólogo seria apresentado se fosse falado por outra atriz devido às diversas vivências e identidades do sujeito que encarna o papel.

Paralelamente podemos pensar que o lugar e função do analista manter-se-iam nos diferentes analistas encarnados, pela existência de um rigor e ética da psicanálise; entretanto, o analista também está marcado pela sua pré-história que antecede a sua formação profissional. Como esses aspectos atravessam a construção da identidade de analista? Que corpos estarão ou poderão estar em cena numa sessão de análise? Há possibilidade de ocorrer o desnudar da pessoa do analista nessa complexa tarefa analítica?

O interesse em abarcar essa temática a respeito da posição do analista e o possível desnudar/ desvelar do sujeito do analista no tratamento de um paciente surge a partir de minha própria prática clínica como analista em formação. Percebo que desde minha graduação em Psicologia ingressei numa busca por uma identificação, por um referencial, um lugar, um modelo a me espelhar a partir do meu apaixonamento pela Psicanálise.

Nesse percurso pude me defrontar com excelentes analistas que, por meio das suas não respostas, possibilitaram-me sair da necessidade de um modelo a ser copiado ortopedicamente para a construção do meu próprio caminho. Mas como esse caminho, muitas vezes, é tortuoso, nos afeta e nos transforma, já que temos que considerar que a formação do analista não é apenas intelectual ou não se trata apenas de um conhecimento técnico-teórico, pois envolve a própria análise e há uma diversidade imensurável nesse campo.

Ao se tratar dessas questões que colorem o dia a dia da clínica psicanalítica, faz-se necessária a reflexão acerca de conceitos como o narcisismo, o espelho, transferência, o corpo na perspectiva da psicanálise e o lugar do analista.

Retomo a questão do olhar introduzida no início do trabalho para ressaltar que todos os indivíduos, não estando os analistas na exceção, são marcados pela mediação do olhar do outro, olhar este que se diferencia do simples enxergar permitido pelo aparato visual.

A concepção do estádio do espelho introduzida por Jacques Lacan (1949) fornece esclarecimentos sobre a função do eu, considerando a transformação produzida no sujeito quando ele assume uma imagem. O infans, ao deparar-se no espelho com uma imagem total do corpo, antecipa numa miragem a maturação de sua potência. “Pode-se falar então do corpo como um território ocupado do organismo, isto é, como um conjunto de marcas imprimidas sobre e no organismo pela inflexão promovida pelo Outro. É nesse sentido, nos parece, que o eu foi concebido como sendo corporal e como projeção de uma superfície” (Birman, 2009).

O estádio do espelho é um drama cujo impulso interno precipita-se da insuficiência (corpo despedaçado) para a antecipação (identidade alienante) e essa Gestalt produzida simboliza a permanência mental do eu e prefigura sua destinação alienante. Esse conceito exposto acrescentará em nossa reflexão ao pensarmos como a identidade de analista é construída e mantém-se mediante a existência de múltiplos eus na própria constituição subjetiva?

A matriz de toda unidade subjetiva é constituída a partir do fenômeno de narcisização do sujeito humano. Freud despatologiza o conceito de narcisismo, enfatiza-o como sendo um operador universal do psiquismo humano, um estruturante da subjetividade e da própria cultura, assim como o Édipo. Segundo Duvidovich (1990), o narcisismo é o “ato através do qual o sujeito ganha o primeiro desenho de um corpo, de uma superfície capaz de engendrar um Eu, que se diga de passagem ficará, uma vez constituído, para sempre ameaçado de fragmentação, de desaparecimento da unidade, isto é, de morte, sendo necessário um constante investimento e um constante esforço para sua manutenção”.

O ser humano é marcado por um momento de ilusão de completude narcísica, que se refere ao narcisismo primário, em que o bebê é o falo da mãe e que nada falta. À medida que a mãe começa a se ausentar do seu bebê em espaços de tempo permite-se que ele vivencie a frustração e a mãe perceba a ilusão de satisfação plena, instaurando-se a falta. A mãe oferece contorno ao bebê, o limite entre o eu e o outro, o limite pele. É na falta que a criança vai ser inaugurada na capacidade de desejar e se não houver falta, não haverá desejo.

Ouso compartilhar alguns pensamentos que têm me acompanhado nesse percurso de formação relacionados à coexistência corporal do sujeito-analista . O perigo não está na emergência de sentimentos por parte do analista e sim na impossibilidade de assumir seus afetos e dúvidas em seu trajeto. A partir dessa apropriação é que algo pode ser feito visando à ética e o ofício da psicanálise que se diferencia radicalmente da sugestão.

Uma questão é o próprio analista desvendar-se na sessão – o que me parece menos complexo poder sustentar uma não resposta, ou seja, não dizer sobre si mesmo de forma consciente. Outro ponto é quando o paciente convoca o sujeito do analista – despertando neste lembranças e conteúdos que vivencia em sua vida enquanto um sujeito comum – ou quando o paciente realiza tentativas de tirá-lo da posição de analista – podendo mobilizar angústia no psicanalista iniciante que exige manter-se nesse lugar e acaba tropeçando em sua atuação.

Esse último aspecto, talvez, nem possa ser muito debatido no meio analítico por ser considerado ultrajante e como uma impossibilidade de acontecer – talvez não porque não aconteça em hipótese alguma, mas pela impossibilidade de assumir tal ocorrência, tendo que ficar bem oculto em algum lugar; se tiver que ficar oculto perante o meio analítico, então, que possa aparecer na própria análise ou no espaço da supervisão, lugares onde os não ditos não têm vez.

O olhar para esses entraves possibilita ao analista atentar-se mais fortemente a determinadas temáticas que ainda são pontos conflitantes em sua própria análise e que podem atravessar sua prática profissional. Quando nos referimos aos atravessamentos inconscientes outro problema se coloca, ou seja, interpretações e atuações do analista que escapam de um lugar não mais de analista e de que nem ele mesmo sabe ou tem notícias naquele instante. Este aspecto nos remete a algo fundamental na tarefa analítica, que é o lugar do analista. Desafio este que se coloca aos iniciantes e aos “velhos praticantes” da psicanálise.

O meu ingresso no curso de formação, mesmo eu já tendo um percurso anterior na psicanálise, fez com que eu me deparasse com questionamentos que eu já os tinha feito e chegado em alguma consideração, estruturação e percebi que muitos deles sofreram uma desconstrução. Esse processo foi de fundamental importância para poder enxergar com outra perspectiva, desabrochar minha rigidez ao ter na minha frente uma multiplicidade de analistas e reforçar o que já antecedia com relação ao rigor – e não rigidez – e ética da psicanálise. Existem muitas identidades de analistas, diversas teorias e formas de pensar, mas também não se pode confundir com um “tudo pode” porque isso não é psicanálise.

O corpo em psicanálise é tema central de muitas discussões e aparece em interessantes trabalhos, entretanto, poucos se referem ao corpo do analista. Ainda hoje parece existir certo tabu tratar de questões que possam refletir os furos, os pontos cegos e as limitações próprias de um profissional que, supostamente, chegou ao seu final de análise. Este trabalho é um convite para a arte de olhar-se no espelho e poder desvelar situações em que o corpo do analista poderia ser afetado.

Em “Recomendações aos médicos que exercem a Psicanálise (1912)”, Freud aborda a questão da transferência e diferencia a atuação do psicanalista à assepsia de um cirurgião ao isolar todos os seus sentimentos. Por outro lado, enfatiza a ideia de que o analista “não pode tolerar quaisquer resistências em si próprio que ocultem de sua consciência o que foi percebido pelo inconsciente” (1912, pag. 129) e insiste que o psicanalista para evitar deformações ou pontos cegos em sua percepção deve ter “passado por uma purificação psicanalítica e ficado ciente daqueles complexos seus que poderiam interferir na compreensão do que o paciente lhe diz” (1912, pag. 129).

Freud, ao discorrer sobre as relações psicanalíticas e a verdadeira psicanálise, acrescenta a nossa discussão que “o médico deve ser opaco aos seus pacientes e, como um espelho, não mostrar-lhes nada, exceto o que lhe é mostrado” (1912, pag. 131).

De acordo com Lacan, o corpo do analista entra em cena como objeto, como alvo das pulsões dos analisandos e não é exterior ao inconsciente destes. O analista trabalha com sua presença e empresta seu próprio corpo na direção da cura.

A posição do analista na clínica lacaniana é um ponto central no tratamento proposto por Lacan e suas considerações contribuem para os questionamentos que proponho neste trabalho entre o ser do sujeito que analisa e seu lugar de analista no tratamento. Lacan nos diz que o psicanalista é certamente quem dirige o tratamento, mas não quem dirige o paciente (Lacan, 1998) e propõe a escuta fiel dos significantes do próprio sujeito, não interferindo nessa cadeia com referências próprias ao seu ser.

Penso que justamente por essa questão do lugar do analista ser de extrema relevância é que se faz presente a problematização do ser do analista e o desafio de manter-se como função e não responder como sujeito.

Lacan afirma que a psicanálise não opera com a questão do ser do analista, pois não é a partir do seu ser que ele irá desempenhar sua função ou estabelecer seu lugar. Entretanto, ocupar esse lugar não é sem preço. “O analista está no jogo e paga com palavras; suas respostas de analista (interpretações, pontuações, enigmas e mesmo silêncios) têm consequências. Paga também com sua pessoa, pois a empresta à transferência. Por último ele paga com seu ser, anulando seu juízo mais íntimo para escutar o desejo inconsciente” (Lacan, 1998 citado por Geocze).

O analista opera uma psicanálise a partir do desejo do analista, conceito importante desenvolvido por Lacan, pois designa o desejo como um lugar vazio, de poder e de saber, que o analista oferece para que ali se instale o desejo do analisante durante o tempo necessário de uma análise. A finalidade da análise, a partir do lugar do analista, é tomar o sujeito falante como capaz de produzir seus próprios significantes mestres e propiciar a saída da alienação e o desassujeitamento aos imperativos Outro.

O analista empresta seu corpo à cena analítica, que ocorre no encontro do analista e paciente, sendo alvo de projeções, agressividade, amor, impotência, idealização e pagando com sua própria figura real que se interloca na trama. O analista mostra-se não apenas como espelho em que se refletem as projeções e deposições do paciente, mas como um personagem que é olhado, com uma forma de falar, vestir e interagir em meio às múltiplas transferências que podem ser produzidas no jogo analítico.

A complexidade do trabalho do psicanalista revela-se árduo na medida em que caminha por ruas jamais atravessadas ou que não se deseja serem revisitadas, encontra curvas tortuosas, enfrenta obstáculos, resistências, tendo que lançar mão da cautela e da ousadia no processo de desnudar-se dos analisandos.

Uma frase dita por um analista em uma hora clínica provocou eco em mim e a registrei: A relação analítica é a única relação amorosa, uma relação que não se quer tornar dois em um e que se possibilita que cada um vá em busca do que deseja.

Retorna a minha lembrança, neste momento de concluir, a atriz-personagem na direção de seu monólogo e o quanto sob meu olhar ela resguardou algo da cena analítica ao encobrir, provocar, desvelar, escancarar, produzir dúvida ou sentido, desconstruir, escutar-se, ver o que não enxerga, fazer emergir o avesso, o reverso, o impuro, a alma imoral.

Finalizado este trabalho, levanto-me de minha cadeira, arrumo meus livros sob a escrivaninha, acendo o abajur e chamo minha paciente. Está pronto o cenário e inicia-se um novo “espetáculo”.

 

Referências Bibliográficas:

Birman, J. (2009). Mal-estar na atualidade: a Psicanálise e as novas formas de subjetivação. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 7 ª ed.

Duvidovich, E. (1990). Narcisismo: uma patologia do nosso tempo. Terceiro encontro do reich no Sedes Sapientiae.

Ferreira, R.M. (2008). O corpo do psicanalista: possíveis impactos da clínica no corpo do analista. Reverso, ano 30, v. 56, p. 61-70.

Freud, S. (1912). Recomendações aos médicos que exercem a Psicanálise. In: Edição Standard Brasileira das Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1977. v. 12, p. 125-133.

Freud, S. (1912). A dinâmica da transferência. In: Edição Standard Brasileira dasObras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago,1977. v. 12, p. 109-119.

Freud, S. (1917). A teoria da libido e o narcisismo. In: Edição Standard Brasileiradas Obras Psicológicas Completas de Sigmund Freud. Conferência XXVI-Conferências introdutórias a psicanálise. Rio de Janeiro: Imago, v. 16, p. 413-431.

Geocze, C. O lugar do analista na direção do tratamento: uma proposta subversiva de Lacan. (site)

Lacan, J. (1949). O estádio do espelho como formador da função do eu tal como nos é revelada na experiência psicanalítica. In: Escritos(1966). Rio de Janeiro: Jorge Zahar Editor, 1998, p 96-103.Trad. de Vera Ribeiro.

Lacan, J. (1958). “A direção do tratamento e os princípios de seu poder”, em Escritos. Rio de Janeiro, J. Zahar Ed., p. 623, 1998.