A Condição Amorosa Hoje
Sobre a Atividade
Freud em “Mal-Estar na Civilização” elabora do ponto de vista da economia libidinal, um tema que se acha no centro da inspiração original da filosofia: o da arte de viver (em termos socráticos: “tekhne tou biou”, a “técnica” ou arte da existência). Ele mostra que não há “técnica” da arte de viver mais exigente e mais perfeita do que a que visa essencialmente a amar e ser amado(a). — Mas por que é então que todo mundo não escolhe viver segundo essa orientação? — Porque, responde Freud, não há situação onde nos encontramos mais desamparados (hilflos) do que aquela em que amamos, e não há infortúnio maior do que perder, assim, um objeto de amor. É por isso, continua ele, que os filósofos da Antiguidade sempre desaconselharam viver segundo a orientação amorosa. Mais ainda: desde a sua origem a filosofia foi concebida como uma “terapêutica das paixões”.
A Modernidade introduz, toda via um traço que rompe com essa prudentia antiga: a ideia de que o que faz o valor de uma vida é a sua intensidade. De que há, portanto, uma arte de amar que é uma arte de viver… à beira do abismo. O Romantismo foi o nome emblemático dessa orientação. E, surpreendentemente, o lugar de uma admirável convergência entre a cultura europeia erudita e a cultura popular (por exemplo: a música popular brasileira). A partir daí, a questão que se põe para nós hoje (neste mundo “mundializado” de hegemonia do negócio e do cálculo de interesses) é a de saber o que resta ainda (se ainda resta alguma coisa) dessa orientação que toma a arte de amar como arte de viver…
sábado | 17 de setembro
horário | 09h30 às 12h30
dirigido
a psicólogos, psicanalistas, estudantes e profissionais das áreas da saúde
preço
Até o dia 02/09/11 | R$ 150,00
Após o dia 02/09/11 | R$ 170,00
