A incapacidade de amar como sintoma na clínica psicanalítica
Sobre a Atividade
O amor em Freud pode ser pensado como o resultado da combinação de diversas forças pulsionais que convergiram para um mesmo objeto. Pulsões parciais — como as orais canibalísticas e sádico anais —, pulsões de autoconservação, pulsões narcísicas e demandas ternas dessexualizadas encontram-se em equilíbrio dinâmico com o princípio de realidade e os mecanismos de defesa próprios de cada neurose. Este arranjo, particular de cada sujeito, é obviamente marcado pela psicodinâmica conflitiva das relações entre Eu e Supereu. Numa verdadeira análise combinatória, o Eu tece um estilo próprio e muitas vezes repetitivo de amar que, mais do que um discurso na clínica, se atualiza na transferência e revela a estilística do sofrimento de cada sujeito. Este seminário pretende tornar claros os componentes elementares das “múltiplas faces de Eros”, demonstrando como a metapsicologia freudiana pode auxiliar o psicanalista a pensar a incapacidade de amar como sintoma na clínica psicanalítica contemporânea.
- 1O amor e as pulsões parciais
- 2O amor em Freud como transferência
- 3O amor e o narcisismo
- 4O amor na melancolia
- 5O problema econômico do amor masoquista
- 6Um tipo especial de escolha de objeto feita pelo homem
- 7Sobre a tendência universal à depreciação na vida amorosa
- 8Inibição, sintoma e angústia e a perda do objeto amoroso como ameaça de perigo
- 9O amor e o fetichismo
18 horas (9 aulas de 2 horas cada)
22 e 29 de abril; 06, 13, 20 e 27 de maio e 03, 10 e 17 de junho
quartas-feiras | 20h às 22h
