A morte de si, quem matamos quando matamos a nós mesmos? - ONLINE
Sobre a Atividade
PROGRAMA
Para Freud, a morte não tem representação no inconsciente. Nesse ponto a psicanálise se separa das religiões, pois toda religião oferece um saber sobre a morte. Já a psicanálise parte do princípio de que não há nenhum saber sobre a morte, tudo que podemos fazer é buscar compreender as tramas do morrer. Pensar a questão do suicídio pela psicanálise exige consequentemente um giro de perspectiva. O suicida se mata ou mata a imagem de si? No trabalho, nas universidades, na comédia amorosa, nos dramas familiares, no tribunal permanente da opinião pública, é sempre nossa imagem, ou ego, que marca presença. É ela que sai de cena.
Nos reconhecemos nessa imagem, nos alienamos a essa imagem e passamos a denominá-la “eu”. Quem nunca pensou na própria morte, ou no efeito que causaria no outro se faltasse a ele? Quando desejamos nossa morte, continuamos a pensar nossa ausência como uma presença para além da morte. Isso ocorre por sermos seres de linguagem, nossa existência vai além do corpo biológico – que nos precede e sem o qual não haveria vida. Contudo, como a dor de existir se aloja nas palavras, vivemos a eterna tensão entre um corpo biológico perecível (já que este corpo morre), e nosso ser de fala que, entre outras façanhas, nos separa do reino animal e tem a capacidade de conjugar verbos no futuro. Por termos um corpo, podemos nos desfazer dele, mas como seres que falam do futuro somos todos imortais. É na vertigem entre ser e ter um corpo que vamos tecer a delicada clínica do suicídio. Escritas ou não, todo suicida tem sua carta. A psicanálise é um esforço de leitura destas cartas.
DIRIGIDO
a psicólogos, psiquiatras, psicanalistas, estudantes e profissionais das áreas da saúde
HORÁRIO
sexta-feira| 19h às 21h
PREÇO
até o dia 19/08/24 | R$ 200,00
após o dia 19/08/24 | R$ 230,00
