A questão da contratransferência na psicanálise
Sobre a Atividade
PROGRAMA
O tema da contratransferência tem uma longa carreira na história da psicanálise, que já começa em Freud, passa por Paula Heimann, Margareth Little, Donald Winnicott, Christopher Bollas e tantos outros. Depois da descoberta da transferência, surgiu a questão da contratransferência, que exigiu um posicionamento de Freud. A partir do pensamento dele foi sendo construída uma complexa rede conceitual. Melaine Klein e suas disputas com Anna Freud em Londres, após a morte do criador da psicanálise, foram decisivas para a constituição da chamada psicanálise das relações de objeto, onde a questão da contratransferência encontrou um lugar de relevo. Passando por vários autores, destaque para Ferenczi e Balint, esta tendência encontra em Winnicott um grande nome, com contribuições muito importantes ao tema. Dentre os contemporâneos, Bollas é incontornável, até porque ele está plenamente consciente de todo este legado e é verdadeiro herdeiro, intérprete e aperfeiçoador desta tradição que reflete sobre a contratransferência. Enquanto estes desenvolvimentos se davam no mundo anglo-saxão, na França, Lacan tem o que contribuir para a questão, sobretudo com a noção do desejo do analista. A Reunião Temática vai discutir a contratransferência, especialmente na perspectiva da chamada psicanálise das relações de objeto.
DIRIGIDO
a psicólogos, psiquiatras, psicanalistas, estudantes e profissionais das áreas da saúde
HORÁRIO
sexta-feira | 19h às 21h
PREÇO
até o dia 02/09/24 | R$ 210,00
após o dia 02/09/24 | R$ 240,00
