Amor, ódio, amódio
Sobre a Atividade
Diferentemente do que se costuma pensar no senso-comum, a psicanálise nos ensina que o ódio não é o contrário do amor, mas parte dele. Freud em "As pulsões e seus destinos" (1915) afirma que o ódio é, inclusive, constitutivo do amor - ou seja, para nos tornarmos capazes de amar é preciso que tenhamos odiado antes. Lacan afirmará em seu Seminário 20 (1972/73) que aquele que não conhece o ódio também não conhece o amor, criando o neologismo "amódio", que aponta o impossível de se separar o amor do ódio. Na clínica testemunhamos esse elo entre amor e ódio que, muitas vezes, leva as pessoas a adoecerem por amódio. Nesse encontro, faremos esse percurso teórico clínico entre amor e ódio, para pensar na importância de podermos bem dizer o ódio para que seja possível o desfrute do amor.
8 de maio
sexta-feira | 19h às 21h
