Crianças do futuro: questões sobre os novos corpos transgêneros e assexuais
Docentes
Adela Stoppel de Gueller
psicanalista, formada em Psicologia na Universidade de Buenos Aires. Mestre e doutora em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Pós-doutora em Psicanálise pela UERJ. Atualmente coordena o Departamento de Psicanálise com Crianças no Instituto Sedes Sapientiae e os Projetos de Pesquisa Gemelar: Gemelaridade e Reprodução Assistida Novos Desafios para a Psicanálise e Sustentar: Psicanálise, infâncias e Saúde Pública. É professora do Curso de Especialização em Teoria Psicanalítica na COGEAE-PUC-SP e dos Cursos Formação em Psicanálise com Crianças e A Criança e a Palavra: a Linguagem na Clínica Interdisciplinar no Instituto Sedes Sapientiae. É autora de livros na área, entre eles: "Intoxicações Eletrônicas: O Sujeito na Era das Relações Virtuais", "Gênero e Sexualidade na Infância e na Adolescência", ed. Ágalma e "Psicanálise, Sexualidade e Gênero: um Debate em Construção", ed. Zagodoni.
Julieta Jerusalinsky
psicóloga (UFRGS), Psicanalista, especialista em Estimulação Precoce (FEPI- Centro Lydia Coriat de Buenos Aires); mestre e doutora em psicologia clínica (PUC-SP); professora nos cursos de especialização em "Teoria Psicanalítica" (PUC/SP) e "Estimulação Precoce: clínica transdisciplinar de bebês" do Instituto Travessias da Infância: Centro de Estudos Lydia Coriat SP, do qual é membro fundador assim como da REDE-BEBÊ. Autora de: A criação da criança: brincar, gozo e fala entre a mãe e o bebê (2011); Enquanto o futuro não vêm: a psicanálise na clínica de bebês (2002). Organizadora de: Travessias e travessuras no acompanhamento terapêutico (2016); co-organizadora de: Quando Algo não vai bem com o bebe: Detecção e intervenções estruturantes em Estimulação Precoce (2020); Intoxicações Eletrônicas: o sujeito na era das relações virtuais (2017); Janela, janelinha... Psicomotricidade na 1ª infância: corpo e sujeito em estruturação (2025).
Sobre a Atividade
programa
A partir do filme “Crimes do Futuro” (2022), do diretor David Cronenberg, debateremos sobre os novos modos de produção das subjetividades contemporâneas que, em função dos avanços biotecnológicos e jurídicos, exigem redefinir as bordas do imaginário, do simbólico e do real. Se as crianças podem escolher seu nome e seu gênero, que papel tem o progenitor? Se o sexo não é mais necessário para fazer um filho, que necessidade há de um outro humano como companheiro na criação? Hormônios, cirurgias, analgésicos, ansiolíticos e telas são já, no presente, demandas das crianças para lidar com a angústia e o desprazer. Frustrações e dores não parecem ter mais um sentido formador. O que, então, faz função de limite para as crianças de hoje?
“Crimes do futuro” apresenta um mundo distópico em que os corpos não sentem mais dor, o que se transforma em um problema de segurança pública. Novos órgãos, produto de mutações hormonais, surgem no interior do organismo, mas ainda não têm nome nem função conhecida e são apresentados em concursos clandestinos de beleza interior. Os sujeitos expõem sua intimidade em cirurgias que se converteram numa nova modalidade de exercício sexual, são executadas por leigos e realizadas na forma de espetáculos performáticos. Crianças funcionam como biodigestores comendo plástico em vez de chocolate. Uma nova tópica sobre o interior e o exterior, uma topologia que torce o que é público e privado, tornando ser performer a profissão mais procurada. Se o futuro do presente do vamos fazer de conta tornou-se real, de que futuro podemos brincar no presente com as crianças?
sexta-feira | dia 23 de junho
horário | 19h às 21h
dirigido
a psicólogos, psiquiatras, psicanalistas, estudantes e profissionais da área da saúde
preço
até o dia 12/06/23 | R$ 200,00
após o dia 12/06/23 | R$ 230,00
