Da clínica aos conceitos que embasam o manejo ético
Coordenação
Karin de Paula
praticante da Psicanálise, doutora em Processos de Singularização pela PUC-SP. Autora dos livros: "$em? Sobre a Inclusão e o Manejo do Dinheiro Numa Psicanálise", ed. Zagodoni; "Do Espírito da Coisa: Um Cálculo de Graça - Sobre o Percurso de Uma Psicanálise", ed. Escuta; "Atendimento Psicanalítico da Depressão", ed. Zagodoni, em organização com Daniel Kupermann; capítulo "Trabalhando com a Psicanálise: Dos Porta-Dores da Peste" no livro: "Diálogos Sobre Formação e Transmissão em Psicanálise", ed. Zagodoni; e "Atendimento Psicanalítico das Neuroses", da Série Prática Clínica da ed. Zagodoni; entre outros artigos publicados. Professora e supervisora em universidades e no Curso de Formação em Psicanálise. Coordenadora do Núcleo de Formação Permanente - Prática Clínica - Psicanálise e Psicoses - CEP.
Ricardo Telles de Deus
psicanalista, pós-doutorado em Psicologia Clínica pela PUC-SP; docente do Curso de Formação em Psicanálise do CEP, docente do Curso de Formação Winnicottiana (IBPW), membro pesquisador da Associação Universitária de Pesquisa em Psicopatologia Fundamental, coordenador do Núcleo de Formação Permanente - Prática Clínica - Psicanálise e Psicoses - CEP.
Sobre a Atividade
A experiência clínica com a psicose ocupa um lugar de desafio ético, teórico e técnico central para a psicanálise. Enfrentar o que se desorganiza na linguagem, no corpo e no laço social implica mais do que domínio técnico: requer uma disposição ética do analista em permanecer fiel à escuta, mesmo diante do indizível. A rápida patologização impede a apreensão da radicalidade existencial dessa forma de sofrimento psíquico.
Este curso nasce da convicção de que a teoria psicanalítica deve ser construída a partir da clínica — e constantemente a ela reconduzida. Cada conceito, quando vivo, tem a função de clarear a experiência clínica, e não de substituir a escuta. Assim, propõe-se um percurso que parte da prática concreta e se abre à elaboração conceitual, numa travessia que vai costurando conceitos e pensadores, sem a necessidade de adesão exclusiva à determinada escola psicanalítica.
Busca-se sustentar o vínculo ético entre teoria e clínica, evitando tanto o tecnicismo estéril quanto a prática desamparada de pensamento. Ao colocar a psicose no centro da reflexão, o curso também propõe pensar o lugar do analista: como aquele que sustenta a possibilidade de sentido quando a realidade simbólica se rompe.
- 1A análise do analista e a supervisão clínica: o trabalho indispensável para escutar a psicose
- 2A experiência de encontro com as psicoses e com o sujeito psicótico: Freud e o delírio como reconstrução do mundo
- 3Ferenczi e a desorganização traumática
- 4Melanie Klein: posições esquizoparanoide e depressiva
- 5Winnicott: o colapso ambiental e o excesso adaptativo do falso-self
- 6Bion: pensamento psicótico e ataque aos vínculos como defesa
- 7Lacan: foraclusão e o Nome-do-Pai
- 8Christopher Bollas e a escuta do impensável
- 9O cotidiano e a normopatia: o falso equilíbrio
18 horas (9 aulas de 2 horas cada)
28 de setembro; 05, 19, e 26 de outubro e 09, 16, 23 e 30 de novembro e 07 de dezembro
segundas-feiras | 20h às 22h
