Deslocamentos do Feminino
Sobre a Atividade
1. Um pouco da história das mulheres a partir do século XIX, quando a chamada família extensa cedeu lugar à família nuclear, característica das sociedades burguesas. É quando surge a figura não tão antiga quanto se imagina (as mulheres nas sociedades de corte, por exemplo, eram muito mais livres em vários sentidos e muito mais poderosas também) da dona de casa recatada, restrita à vida doméstica e aos cuidados com os filhos. Mulheres cuja insatisfação — sexual, existencial, psíquica — manifestava-se através dos sintomas e ataques histéricos.
2. Em paralelo, estudei um pouco do lugar dessas mulheres como protagonistas trágicas dos grandes romances daquele século, com foco mais aprofundado na grande Madame Bovary, de Gustave Flaubert. Há diversos romances, a partir da segunda metade do século XIX, em que a trama gira em torno de uma mulher insatisfeita com o casamento que não encontra outra alternativa para o tédio a não ser em um amor clandestino.
3. Na terceira parte, faço uma leitura crítica do lugar da mulher na Psicanálise freudiana (e também lacaniana). Minha crítica centra-se no fato de que tanto em Freud quanto também, espantosamente, em Lacan, a castração imaginária das mulheres (falta de um órgão sexual visível, como o pênis masculino) compareça na teoria para chancelar uma suposta incapacidade feminina para as “tarefas da cultura” (Freud).
sexta-feira | 19h às 21h
dirigido
a psicólogos, psiquiatras, psicanalistas, estudantes e profissionais das áreas da saúde
preço
até o dia 14/08/17 | R$ 160,00
após o dia 14/08/17 | R$ 170,00
