Evento

Homo Automaticus II - Acerca De Um Novo Litoral

Docente
Alfredo Jerusalinsky
Data: 14/09/2007

Sobre a Atividade

Encorajada pelo sucesso da mecânica na substituição da força braçal, a ciência se lançou à aventura de criar máquinas com “cérebro”. É claro que, para isso, teve que formular uma versão simplificada dele. Reduzindo suas operações à memória de dados + seleção de respostas, a cibernética criou a ilusão de “máquinas pensantes”. Em verdade, elas reproduzem apenas uma pequena porção disso que costumamos chamar de pensamento. Foi esse o motivo de queixa e sofrimento dos primeiros robôs da ficção científica: não estarem dotados de desejos, prazer, sentimentos, ideais, expectativas, paixões, morte.
Os humanos os temiam porque inconscientemente sabiam que, ao criá-los, tinham lhes roubado a “alma”. O “ideal” deles éramos os humanos.
Cinqüenta anos de prática informática criaram novas linguagens onde a letra prova sua eficácia como articuladora entre memória e seleção de respostas. As palavras fazem nisso sua economia cingindo-se o mais possível à letra. O ideal são os robôs e não mais os humanos: tece-se a ilusão de podermos funcionar com essa versão simplificada de cérebro que a cibernética criou. A quimiopsiquiatria e os novos classificadores diagnósticos não passam de ser a encarnação desse novo ideal de authomaton. Uma nova função da letra: de articuladora entre gozo e saber passa à função de articuladora entre memória e resposta. Como se desenha esse novo litoral? Quais os princípios da lógica que o orienta? Haveria aí um discurso que não seria do semblante?

sábado | 15 de setembro

horário | 09h às 12h

dirigido
a psicólogos, psicanalistas e profissionais das áreas da saúde 

preço
Até o dia 31/08/07: R$ 120,00
Após o dia 31/08/07: R$ 140,00