Psicanálise, Ética da cura e sublimação
Sobre a Atividade
Embora Freud tenha advertido os psicanalistas sobre os riscos do “furor sanandi” e suas implicações sobre o narcisismo de analistas e analisandos, não seria honesto ignorar que as pessoas que procuram a Psicanálise estão tentando curar-se de um sofrimento que elas não sabem bem definir.
A repetição do sintoma, certamente.
O alto preço pago pelo gozo que nos captura e nos fixa no fantasma. Conduzir uma análise na direção da cura é um trabalho delicado, não isento de riscos.
Mas sobretudo, é uma tarefa ética.
Tem conseqüências éticas.
Introduz a alteridade no campo narcísico do analisando, ao mesmo tempo em que o força a se deparar com o vazio onde ele supunha haver um Outro a quem se submeter.
Como passar do desejo de submissão à condição de sujeito desejante?
O que fazer do excesso pulsional que pressiona na direção da repetição e do gozo, e encontrar uma saída criativa, que não passe pelorecalque e pelas satisfações sintomáticas?
No horizonte dessas questões esboça-se o conceito de sublimação, deixado em aberto por Freud e brevemente explorado por Lacan no seminário da Ética.
Gostaria de estender um pouco além a reflexão sobre a sublimação e seu potencial no que toca à ética da cura.
sábado | dia 10 de maio
horário | 09h às 12h
preço
Até o dia 02/05/03: R$ 100,00
Após o dia 02/05/03: R$ 120,00
