Reflexões: Teórico-Clínicas

Quem são os adolescentes atuais?

Psicanalistas Convidados
Diana Lichtenstein Corso•Mário Corso
Data: 27/02/2026
Presencial

Sobre a Atividade

Olhar para os adolescentes do próprio tempo é algo que costuma ser complicado por duas atitudes extremas: em primeiro lugar, ideias apocalípticas, críticas e pensamentos em que cada geração parece protagonizar um fim de mundo; em segundo, em sentido oposto, o fascínio dos adultos com tudo o que é jovem, que os leva a imitá-los e a querer aprender com os descendentes, abrindo mão de ensinar qualquer coisa.

A juventude costuma receber o legado dos sintomas da geração anterior e dos efeitos subjetivos da cultura que lhes é contemporânea. Diferente das crianças, esse legado é recebido pelos adolescentes com críticas e um grande desejo de se diferenciar de pais, mestres e figuras tradicionais. Nessa época da vida, costuma-se ocupar lugares pouco convencionais, à margem, o que propicia o surgimento de ideias criativas, que nem sempre ocorrem aos que estão imersos nas rotinas e exigências da vida adulta. Vamos tentar nos equilibrar entre o apocalipse e a esperança, para tratar dos seguintes assuntos:

1)
Quadros de angústia e depressão aumentaram dramaticamente entre os adolescentes e jovens adultos. Assistimos ao avanço assustador dos suicídios cada vez mais precoces, acontecendo ainda na puberdade.

2)
Como é crescer sem esperança. As distopias dominam as narrativas do futuro. No presente os jovens se inserem em um mercado de trabalho incerto, em paralelo à precarização das relações de trabalho. Somado a essa desesperança, a crise climática deixou de ser uma denúncia para tornar-se realidade. Aos que chegam ao mundo agora, lhes cabe pagar pelas escolhas ecológicas erradas das gerações precedentes.

3)
Temos as primeiras gerações de nativos digitais e ainda tateamos sobre os impactos dessa revolução. Precisamos compreender as novas formas de socialização (virtual) que se tornaram possíveis. Como é crescer com a ausência corporal do outro e, ao mesmo tempo, a presença virtual sufocante? Como fica o amor nesse contexto? Quais são as sequelas da pandemia que se somaram a esse contexto? Como ajudá-los a sobreviver à intoxicação digital, se os próprios adultos foram capturados por ela?

4) Vivemos uma epidemia de diagnósticos de autismo, TDAH e outros quadros clínicos. Tentaremos pensar sobre suas causas e os problemas identitários que encontram abrigo nesses diagnósticos recebidos ou autoatribuídos.

Informações
Data

27 de fevereiro

Horário

sexta-feira | 19h às 21h

Modalidade:Presencial
Preço:
Até 19/02/2026R$ 225,00
Após 19/02/2026R$ 255,00

Dirigido

a psicólogos, psiquiatras, psicanalistas, estudantes e profissionais das áreas da saúde