Reflexões: Teórico-Clínicas
Revisitando “Adolescência Normal”; 50 anos depois
Psicanalista Convidado
Joseph Knobel Freud
Data: 05/12/2025
Presencial
Sobre a Atividade
ATIVIDADE ADIADA - SEM DATA PREVISTAPROGRAMA
Vamos trabalhar o conhecido livro:
“Adolescência Normal: Um Enfoque Psicanalítico”, ed. Artmed, Arminda Aberastury e Mauricio Knobel.
O que vem acontecendo nestes 50 anos?
O esquema conceitual mudou.
Não falamos mais de síndromes, naquela época havia uma certa tendência à rotulagem.
A questão dos lutos ainda é válida: Mas podemos falar em luto da perversão polimorfa da infância a pesar da oferta hipersexualizada que a sociedade oferece para o púberes e adolescente?
Não podemos ignorar o impacto da era atual: vivemos na era do imediatismo, em que a informação, as modas e a própria tecnologia perdem relevância a uma velocidade vertiginosa. Impulsionados por este ritmo frenético procuramos soluções mágicas e rápidas para todo tipo de problemas, e esperar, parar, são considerados uma perda de tempo (tempo a que nos referimos em termos económicos e procuramos poupar, não perder, ganhar tempo) . O sucesso e o gozo exigidos devem ser imediatos. Numa sociedade regida pelo tempo hiperativo, pelo zapping como forma de vínculo, pela exigência instantânea de satisfação, não é de estranhar que crianças e adolescentes expressem o novo regime de tempo com a sua hiperatividade e desatenção. Na sociedade do imediatismo e das relações líquidas, os adolescentes encontram-se perdidos, assustados ou criando defesas patológicas que impactam o seu dia a dia.
Se pensarmos na reedição do Édipo na Adolescência, encontramos uma nova dificuldade que impacta os adolescentes de hoje:
Poderíamos dizer que passamos do Complexo de Édipo ao Complexo de Telêmaco:
Do pai que o adolescente deve enfrentar (e lamentar a sua perda) ao pai ausente.
Estamos na era do declínio da autoridade paterna:
Esta crise de autoridade é um fenómeno crucial da cultura contemporânea, tanto no seu sentido simbólico (o pai como encarnação da lei, princípio de autoridade que regia a cultura, a economia, a educação) como na configuração das relações familiares. Talvez como reação ao autoritarismo extremo, talvez pela culpa que sentem por não poderem estar com os filhos, muitos pais não se atrevem a estabelecer limites e assumem um papel amigável e cúmplice.
DIRIGIDO
a psicólogos, psiquiatras, psicanalistas, estudantes e profissionais das áreas da saúde
HORÁRIO
sábado| 10h às 12h
PREÇO
até o dia 24/11/25 | R$ 210,00
após o dia 24/11/25 | R$ 240,00
Informações
Modalidade:Presencial
Preço:
Até 23/11/2025R$ 210,00
Após 23/11/2025R$ 240,00
