Sándor Ferenczi: O estilo empático e a psicanálise contemporânea
Docentes
Daniel Kupermann
psicanalista, professor livre docente do Departamento de Psicologia Clínica do IPUSP, vice-presidente da International Sándor Ferenczi Network, autor de vários artigos e livros, com destaque para Por que Ferenczi?, ed. Zagodoni, publicado também em inglês e em francês.
Gustavo Dean-Gomes
psicanalista, pesquisador, doutor em Psicologia Clínica pela Universidade de São Paulo - IPUSP e mestre em Psicologia Clínica pela PUC-SP. Membro do Laboratório de Pesquisas e Intervenções em Psicanálise (PsiA) e do Grupo Brasileiro de Pesquisa Sándor Ferenczi. Autor de "Budapeste, Viena e Wiesbaden - O percurso do pensamento clínico-teórico de Sándor Ferenczi", ed. Blucher.
Lucas Charafeddine Bulamah
psicanalista, psicólogo, membro do psiA - Laboratório de Pesquisas e Intervenções em Psicanálise do PSC/IPUSP e do Grupo Brasileiro de Pesquisas Sándor Ferenczi (GBPSF). Mestre e doutor em Psicologia Clínica no IPUSP. Autor dos livros “História de Uma Regra Não Escrita: A Proscrição da Homossexualidade Masculina no Movimento Psicanalítico” e “O Self Anônimo. O Sujeito Winnicottiano e Sua Política”, ambos pela ed. Zagodoni.
Mariana de Toledo
psicanalista, Bacharel em Letras e Mestre em Psicologia Clínica pela USP, e coordena o Um a Um Espaço de Psicanálise. É membro do psiA-USP, do GBPSF/ISFN e do Departamento de Formação em Psicanálise do Instituto Sedes Sapientiae.
Patrícia Mafra de Amorim
psicanalista, doutora em Psicologia Clínica (IPUSP), mestre em Estudos Psicanalíticos e psicóloga (UFMG). Membro do Grupo Brasileiro de Pesquisas Sándor Ferenczi e autora do livro "A recusa da vagina - Karen Horney, o feminismo e a feminilidade na psicanálise" (2023, Artes e Ecos). Atualmente, encontra-se em prática privada na cidade de São Paulo.
Sobre a Atividade
COORDENAÇÃO
Daniel Kupermann
A clínica contemporânea impõe aos psicanalistas desafios evidentes, seja em relação aos elementos que constituem a teoria da clínica – escuta, manejo da transferência e ato analítico – seja referentes a sua concepção acerca da constituição da subjetividade. Analisandos comprometidos em sua competência simbólica e anestesiados em sua vivência afetiva indicam o imperativo de se refletir acerca das modalidades de intervenção na clínica psicanalítica na atualidade. Essa reflexão encontrou na concepção de “neocatarse”, postulada por Sándor Ferenczi, uma das suas maiores vocações. Teria razão André Green ao postular que Ferenczi seria o “pai” da psicanálise contemporânea? Pretendemos apresentar, neste curso, o resultado de algumas pesquisas realizadas junto ao psiA – Laboratório de Pesquisas e Intervenções Psicanalíticas, do Instituto de Psicologia da USP, referentes ao percurso teórico-clínico de Ferenczi e a sua influência sobre autores que marcaram, decisivamente, o campo psicanalítico, como Jacques Lacan, D. W. Winnicott, H. Kohut, os interpessoais e os relacionais.
PROGRAMA
1. Introjeção, simbolização e corporeidade
2. Vicissitudes da técnica ativa
3. A traumatogênese ferencziana: clivagem narcísica, incorporação e progressão traumática
4. A neocatarse e a via sensível da elaboração
5. Os princípios para uma ética do cuidado em Psicanálise: hospitalidade e empatia
6. A saúde do analista e a “contratransferência real”
7. Lacan depois de Ferenczi
8. Winnicott depois de Ferenczi
9. Os herdeiros contemporâneos de Ferencz
DIRIGIDO
a psicólogos, psiquiatras, psicanalistas, estudantes e profissionais das áreas da saúde
CARGA HORÁRIA
18 horas (9 aulas de 2 horas cada)
DATAS
11 e 25 de abril; 09, 16, 23 e 30 de maio e 06, 13 e 27 de junho
HORÁRIO
sextas-feiras | 15h30 às 17h30
PREÇO
quatro mensalidades de R$ 380,00
alunos do CEP: quatro mensalidades de R$ 340,00
