Sobreviver…
Sobre a Atividade
programa
Num tango de 1934, Discépolo escrevia (seria um tango — “Cambalache” — ou uma profecia?):
Que el mundo fue y será una porquería ya lo sé...
E um pouco adiante:
¡Hoy resulta que es lo mismo ser derecho que traidor!...
¡Ignorante, sabio o chorro, generoso o estafador!
¡Todo es igual!
¡Nada es mejor!
¡Lo mismo un burro que un gran profesor!...
e quase ao final:
¡Qué falta de respeto, qué atropelo a la razón!
¡Cualquiera es un señor!
¡Cualquiera es un ladrón!
Es lo mismo el que labura noche y día como un buey, que el que vive de los otros, que el que mata, que el que cura o está fuera de la ley…
Como sabem os psicanalistas, desde Freud, os artistas sempre chegam antes que todos os demais. Discépolo cantou o século XX. Qual o canto do século XXI?
No tango, está o ataque à ética, qualquer ética, à razão, qualquer razão, e a morte anunciada no caos da miscelânea. Freud enunciou numa formuleta: “... assassinos da alma…”
Numa tentativa de tradução para os dias deste século que, forçosamente, será bisonha e frágil, trataremos de examinar as condições precárias de existência dos pilares da Psicanálise (e da própria existência): sobreviver ao apagamento da fronteira entre o norte e o sul, entre o claro e o escuro, entre a palavra que pede uma orelha e o urro que a destrói
sexta-feira | 19h às 21h
dirigido
a psicólogos, psiquiatras, psicanalistas, estudantes e profissionais das áreas da saúde
preço
até o dia 14/08/17 | R$ 160,00
após o dia 14/08/17 | R$ 170,00
