Sonhos de analisante - a escrita da poiesis onírica
Sobre a Atividade
Seja ao redigir uma sessão clínica ou na construção de um trabalho conceitual, escrever em Psicanálise é compor, sob os efeitos da transferência, uma demanda de amor. Característica que deixa marcas e traz implicações a um tipo particular de texto, no qual detalhes são fundamentais e significados nunca se equivalem a definições pré-concebidas. Estes encontros pretendem abordar noções gerais sobre a “escrita da escuta” em Psicanálise, bem como auxiliar na “semeadura e cultivo” de um texto.
OBJETIVO
Experienciar a escrita coletiva de sonhos e o aprofundamento poético do pensamento onírico. A partir das noções de trabalho do sonho (Freud, 1900) e de fraseado poético dos mecanismos oníricos (Sharpe, 1961), pretende-se favorecer a experiência emocional da intuição e da imaginação presentes na escrita psicanalítica da criação (poiesis) simbólica.
PROGRAMA
Desde “A Interpretação dos Sonhos”(1900), ao citar o filósofo-poeta Friedrich Schiller, Freud aproxima a atitude necessária à emergência dos “pensamentos involuntários” e a condição para a escrita poética – a “retirada dos vigias da porta da razão” (Schiller, 1788). Em outras palavras, um estado de auto-observação acrítica. Seguindo os passos de Freud: “(...) não podemos fazer do sonho como um todo o objeto da atenção, mas apenas os elementos de seu conteúdo”, podemos nos indagar: o que pode a escrita psicanalítica dos sonhos, a partir do lugar de analisante?
1. Freud e Schiller, entre a psicanálise e a escrita onírica
2. Ella Sharpe e o fraseado poético do trabalho do sonho
3. O sonho de analisante como um sonho possível
4. Exercício prático de escrita
5. Leitura compartilhada
DIRIGIDO
a psicólogos, psiquiatras, psicanalistas, profissionais com prática clínica e interessados nas relações entre a Literatura a Psicanálise e a escrita.
HORÁRIO
sexta-feira | 18h30 às 21h
PREÇO
até o dia 14/04/25 | R$ 115,00
após o dia 14/04/25 | R$ 145,00
