Subjetividades borderline: questões diagnósticas, estratégias clínicas e crítica da cultura
Sobre a Atividade
O objetivo deste curso é discutir as transformações metapsicológicas, da teoria da clínica e da clínica da cultura promovidas pelo advento, no campo psicanalítico, da problematização acerca das subjetividades borderline. No registro metapsicológico foi preciso repensar a cartografia freudiana acerca dos processos de constituição subjetiva, desconstruindo a parte do edifício que se sustenta sobre a pedra angular do recalcamento. Sándor Ferenczi e Michel Balint empreenderam os primeiros passos dessa desconstrução, indicando a clivagem narcísica e a falha básica na origem da nova psicopatologia psicanalítica, inspirando os desenvolvimentos subsequentes, de D. W. Winnicott a Otto Kernberg. No registro da clínica, a emergência da categoria de “forma” clínica, angústias indizíveis e impensáveis e as demandas de reconhecimento dos analisandos conduziram a uma subversão dos princípios da técnica psicanalítica, promovendo um questionamento radical da implicação do psiquismo do analista no processo terapêutico. No registro da cultura, fomos obrigados a rever as concepções de normalidade e de saúde, de modo a acolher as defesas autoplásticas e aloplásticas, bem como as fragmentações em análise.
PROGRAMA
1. Breve histórico
2. Neuroses de caráter
3. Recalque, clivagem e fragmentação
4. Angústias indizíveis e impensáveis
5. Balint e as três áreas da mente
6. Regressões benignas e malignas
7. A emergência do transtorno da personalidade borderline
8. Normopatia
9. Empatias paradoxais e empatias cruzadas
DIRIGIDO
a psicólogos, psiquiatras, psicanalistas, estudantes e profissionais das áreas da saúde
HORÁRIO
sábado | 9h às 12h e 13h às 16h
PREÇO
até o dia 27/10/25 | R$ 465,00
após o dia 27/10/25 | R$ 485,00
