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A brecha que Freud tenta incessantemente preencher entre as séries
complementares (o constitucional, as experiências infantis, a situação atual) e
a ordem da palavra é, finalmente, costurada por Lacan.
O constitucional passa a ser o originário, vale dizer o tecido de significações
que antecedem o sujeito e guiam sua constituição. As experiências infantis se
configuram como inscrições, já que elas têm o valor de letras de um texto, o
texto do romance familiar.
Aquele romance onde prevalece a fantasia de ser um filho adotivo, ou seja
destinado a preservar os pais que se imaginam reais das falhas que os atuais
inevitavelmente manifestam. Assim as palavras se desmembram em pequenas letras
que vêm a obturar os rombos que a vida cotidiana vai causando no idea.
A situação atual se configura como a forma em que o sujeito se representa no
discurso social – ou seja, por meio dessas letras precisamente porque elas
sustentam e costuram de um modo real o tecido significante.
Outro Social generalizado não é mais um personagem concreto – embora ele se
invista em representantes imaginários – mas uma abstração interiorizada em
termos de discurso.
Eis aqui que transparece o por quê o inconsciente está estruturado como uma
linguagem e, então, por que ele responde de modo tão sensível ao campo da
palavra.
Quais os limites de extensão recíproca entre o real, o simbólico e o
imaginário, para que a palavra continue a desempenhar seu papel de suporte do
laço social ?
Qual a relação entre a etiologia psicopatológica e o rompimento desses limites
no discurso social?
sábado | 17 de abril de 2004
horário | 09h30 às 12h30 e das 14h às 17h
preço
Até o dia 02/04/04 | R$ 130,00
Após o dia 02/04/04 | R$ 150,00