CEP - Centro de Estudos Psicanalíticos | Todos os direitos reservados.
Desenvolvido por SD Tecnologiaprograma
O constitucional, as experiências infantis, a situação atual
são formulações freudianas que podemos considerar antecedentes respectivos do
real, o simbólico e o imaginário. É o modo de interseção destes registros (que
Freud denomina séries) que define o estatuto patológico do sujeito. Ao fazermos
essa leitura retrospectiva, as séries freudianas causam sobre os três registros
uma disjunção temporal que só se torna sincrônica (complementar no dizer de
Freud) no nível do Inconsciente. Coloca-se, então, para o clínico, o que,
quanto e quando pode se definir de uma estrutura clínica em cada momento do
processo de constituição do sujeito.
Se do ponto de vista da lógica da linguagem – e, portanto, da lógica do sujeito
do inconsciente – nos vemos tomados no paradoxo temporal de uma simultânea
diacronia e sincronia. Ao mesmo tempo nos vemos urgidos, no campo clínico, a
responder em que medida, por exemplo, uma psicose ou uma neurose estão
antecipadas na infância; em que medida e quando elas se decidem e, até que
ponto elas são ou não definitivas. No viés oposto: até que ponto certas
condições de inscrição do sujeito precisam da incidência de um significante
atual para vir a se constituir uma estrutura patológica, ou será que ela já
pré-existe à manifestação clínica?
A conjugação clínica entre o impossível, o inevitável e o reversível depende da
resposta que seja possível encontrar para estas questões.
sábado | dia 20 de setembro
horário | 09h30 às 12h30 e das 14h às 17h
preço
Até o dia 12/09/03: R$ 130,00
Após o dia 12/09/03: R$ 150,00