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Desenvolvido por SD TecnologiaEste dispositivo tem a intenção de criar e sustentar mais um espaço de capacitação e aprimoramento da escuta clínica. O objetivo desta atividade é desenvolver habilidades e capacidades específicas em relação a temas “sensíveis” da nossa prática clínica. Trata-se de um contexto clínico-teórico. Nesta ordem: partiremos de recortes clínicos, seja dos participantes ou do analista que conduzirá a atividade e incluiremos os aportes teóricos de diversos autores quando estes surgirem como auxílio à condução dos casos em questão.
Nesse ano propomos três “temas sensíveis” e para tanto, constituímos três oficinas para cada tema: “O início do tratamento”, que será conduzida pela psicanalista Adriana Meyer Gradin, “O percurso da análise”, que será conduzida pela psicanalista Rita Bícego Vogelaar e “O final da análise”, que será conduzida pelo psicanalista Arnaldo Domínguez de Oliveira. Serão seis contextos de Oficina Clínica, três no primeiro semestre e três no segundo semestre. Cada oficina com duração de 4 encontros de 3 horas cada.
programa
O início do tratamento analítico abrange diversos desafios desde o seu
primeiríssimo momento. Inicia-se um percurso sinuoso rumo a uma construção
consistente de um enquadre analítico e à formação de uma boa dupla, apta a
favorecer os trabalhos psíquicos do sonhar, os trabalhos de luto, do brincar e
as elaborações sobre as manifestações sintomáticas do analisando. Instala-se
também a demanda de cuidar das resistências inconscientes que emergem entre
analista e analisando.
Em Adaptação da Família à Criança (1928), Ferenczi nos ensina sobre a
necessidade de que os pais se adaptem singularmente a cada filho que chega ao
lar, texto que produziu também desdobramentos clínicos quanto à demanda de
adaptação do analista a cada analisando que busca a Psicanálise na esperança de
ser escutado em suas dores.
Como buscar esse ajuste? Como encontrar uma boa medida entre a oferta de
continência e o confronto às resistências ao tratamento? Como transitarmos,
enquanto analistas, entre uma posição analítica mais implicada e uma posição
mais reservada?
Na Oficina Clínica apreciaremos casos clínicos que nos farão refletir sobre
essa temática, tanto em casos de angústias e defesas acentuadas quanto em
situações de agonias mais primitivas. Incluiremos aportes teóricos de diversos
autores, abrindo espaço para a circulação da palavra entre os participantes
quanto a impasses da clínica, encontros e desencontros que se repetem no
exercício da arte da psicanálise.
datas
quartas-feiras | 02, 09, 16 e
23 de fevereiro
horário | 19h às 22h
duração
4 encontros de 3 horas cada
dirigido
a psicólogos, psiquiatras, psicanalistas e profissionais com prática clínica
preço
três mensalidades de R$ 280,00
alunos do CEP: três mensalidades de R$ 250,00
analistas da Rede de Atendimento: três mensalidades de R$ 250,00