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Élisabeth Roudinesco argumenta que, embora o complexo de Édipo tenha sido uma construção teórica fundamental na época de Freud para entender a estrutura familiar patriarcal, hoje ele enfrenta uma crise devido às transformações sociais e familiares contemporâneas.
Pontos-chave do pensamento de Roudinesco sobre o Édipo na atualidade: Crítica ao modelo tradicional: Roudinesco expressa ressalvas ao "fanatismo" de Freud pelo complexo de Édipo em sua forma original e o vê como um modelo de leitura datado da família tradicional.
A "família em desordem": Em seu livro "A família em desordem", ela analisa como as mudanças na estrutura familiar — como o declínio da função patriarcal do pai e o aumento da importância da mãe e da mulher — afetam a dinâmica edipiana. Universalidade versus singularidade: Ela reconhece o Édipo como um conceito universal e singular na constituição do sujeito, mas destaca que sua manifestação e o modo como é vivenciado mudaram drasticamente no contexto das novas configurações familiares (famílias monoparentais, homoparentais, recasamentos, etc.).
Reivindicação da família por novos grupos: Roudinesco observa um paradoxo interessante na sociedade atual: a família, que era a fortaleza da heterossexualidade reprodutiva, é agora reivindicada como uma conquista por casais homossexuais, que exigem o direito à adoção. Isso demonstra uma "retroversão" e um vigor do modelo familiar, mesmo que seus antigos fundamentos sejam questionados.
Permanência da lei e da interdição do incesto: Apesar das mudanças na forma da família, Roudinesco sustenta que a função da lei e a interdição do incesto — elementos centrais articulados pelo Édipo — permanecem como estruturantes da psique, sendo necessárias para a gênese da família e a inscrição psíquica do sujeito.
Novas psicopatologias: A dissolução de certas referências pode levar a novas formas de sofrimento psíquico, como as doenças psicossomáticas, que, segundo ela, resultam da falta de recalque e da ausência de inscrição da lei na psique. Em resumo, para Roudinesco, o complexo de Édipo, como descrito por Freud, não se aplica rigidamente às realidades familiares de hoje. Contudo, as questões subjacentes que ele aborda — a lei, o incesto, as relações objetais e a estruturação do sujeito — continuam sendo cruciais, exigindo uma reavaliação psicanalítica à luz das transformações sociais contemporâneas.
DIRIGIDO
a psicólogos, psiquiatras, psicanalistas, estudantes e profissionais das áreas da saúde
HORÁRIO
sábado | 10h às 12h
PREÇO
até o dia 26/01/26 | R$ 235,00
após o dia 26/01/26 | R$ 265,00