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programa
Partimos de questões candentes que tem sido dirigidas aos psicanalíticas, por parte
da população oprimida pelo racismo, em razão do aumento da violência do Estado,
do acirramento da necropolítica e do avanço vertiginoso dos índices epidêmicos
do suicídio entre povos indígenas brasileiros. Apresentamos algumas das
questões e propostas desenvolvidas nas experiências clínicas e atravessamentos
teóricos realizados por uma pesquisa de pós-doutorado, em desenvolvimento desde
2018 na UFRJ, que se articula ao coletivo Ocupação Psicanalítica, acerca dos
novos dispositivos e metodologias da experiência com o inconsciente junto
a movimentos políticos populares. Levantamos a contribuição dos estudos
pós-coloniais e decoloniais, através de autores negros e indígenas, que
favorecem a releitura dos conceitos clássicos de Freud, Lacan e outros autores,
para que seja possível intervir no gozo racista e no pacto narcísico da
branquitude, dando tratamento psicanalítico ao mal-estar colonial, originário do
laço social em nosso país, que se faz ouvir como um grito contundente,
silenciado por tantas e tantas gerações. Metodologias como as escrevivências,
baseadas em Conceição Evaristo; aquilombamento, que recupera as propostas de
Abdias Nascimento; as chamadas plurivisões e intervisões, que redobram a aposta
da tradição da supervisão analítica, são alguns dos dispositivos psicanalíticos
inventados para manejar a escuta de coletivos negros, de favela, de luta pela
terra e no estabelecimento de uma Psicanálise para povos indígenas. Convidamos
para um debate que toca as questões cruciais que interrogam a ética psicanalítica
no século XXI.
sexta-feira | dia 24 de novembro
horário | 19h às 21h
dirigido
a psicólogos, psiquiatras, psicanalistas, estudantes e
profissionais das áreas da saúde
preço
até o dia 13/11/23 | R$ 200,00
após o dia 13/11/23 | R$ 230,00