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ATIVIDADE ONLINE
PROGRAMA
Olhar para os adolescentes do próprio tempo é algo que costuma ser complicado por duas atitudes extremas: em primeiro lugar, ideias apocalípticas, críticas e pensamentos em que cada geração parece protagonizar um fim de mundo; em segundo, em sentido oposto, o fascínio dos adultos com tudo o que é jovem, que os leva a imitá-los e a querer aprender com os descendentes, abrindo mão de ensinar qualquer coisa.
A juventude costuma receber o legado dos sintomas da geração anterior e dos efeitos subjetivos da cultura que lhes é contemporânea. Diferente das crianças, esse legado é recebido pelos adolescentes com críticas e um grande desejo de se diferenciar de pais, mestres e figuras tradicionais. Nessa época da vida, costuma-se ocupar lugares pouco convencionais, à margem, o que propicia o surgimento de ideias criativas, que nem sempre ocorrem aos que estão imersos nas rotinas e exigências da vida adulta. Vamos tentar nos equilibrar entre o apocalipse e a esperança, para tratar dos seguintes assuntos:
1) Quadros de angústia e depressão aumentaram dramaticamente entre os adolescentes e jovens adultos. Assistimos ao avanço assustador dos suicídios cada vez mais precoces, acontecendo ainda na puberdade.
2) Como é crescer sem esperança. As distopias dominam as narrativas do futuro. No presente os jovens se inserem em um mercado de trabalho incerto, em paralelo à precarização das relações de trabalho. Somado a essa desesperança, a crise climática deixou de ser uma denúncia para tornar-se realidade. Aos que chegam ao mundo agora, lhes cabe pagar pelas escolhas ecológicas erradas das gerações precedentes.
3) Temos as primeiras gerações de nativos digitais e ainda tateamos sobre os impactos dessa revolução. Precisamos compreender as novas formas de socialização (virtual) que se tornaram possíveis. Como é crescer com a ausência corporal do outro e, ao mesmo tempo, a presença virtual sufocante? Como fica o amor nesse contexto? Quais são as sequelas da pandemia que se somaram a esse contexto? Como ajudá-los a sobreviver à intoxicação digital, se os próprios adultos foram capturados por ela?
4) Vivemos uma epidemia de diagnósticos de autismo, TDAH e outros quadros clínicos. Tentaremos pensar sobre suas causas e os problemas identitários que encontram abrigo nesses diagnósticos recebidos ou autoatribuídos.
DIRIGIDO
a psicólogos, psiquiatras, psicanalistas, estudantes e profissionais das áreas da saúde
HORÁRIO
sexta-feira | 19h às 21h
PREÇO
até o dia 19/02/26 | R$ 225,00
após o dia 19/02/26 | R$ 255,00
Psicanalistas Convidados
Diana Lichtenstein Corso
psicóloga e psicanalista. É autora dos livros: Fadas no Divã: psicanálise nas histórias infantis (2005); de Psicanálise na Terra do Nunca: ensaios sobre a fantasia (2010) e de Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la (2017), escritos em parceria com Mário Corso, todos pela Editora Artmed. Também publicou o livro de crônicas Tomo conta do mundo: conficções de uma psicanalista (2014), além do recente livro epistolar Da sempre tua (2024), escrito em parceria com Claudia Tajes. Ambos pela Editora Arquipélago.
Mário Corso
psicólogo e psicanalista. É autor dos livros: Monstruário - Inventário de Entidades Imaginárias e de Mitos Brasileiros (2002), Editora Tomo. Publicou os livros Fadas no Divã: psicanálise nas histórias infantis (2005); Psicanálise na Terra do Nunca: ensaios sobre a fantasia (2010) e Adolescência em cartaz: psicanálise e filmes para entendê-la (2017), todos pela Editora Artmed, escritos em parceria com Diana Corso. Também publicou o livro de crônicas O lacaniano de Passo Fundo (2018), pela Editora Arquipélago.